Permitam-me confundir vossos cérebros.
Quem se define se limita?
Não.
Quero começar me opondo a esta frase tão clichê por aqui. Desejo me definir e, no entanto, fazer com que concordem que sou ilimitado.
Posso ser quem você quiser, aliás, tendo franqueza como intenção-mor , eu afirmo categoricamente que sou quem você quer.
Aprecio muitíssimo ser o triste e desolado anjo caído, mas admito minha exímia atuação de demônio maliciosamente sutil.
Há muito tempo já deixei de ser inocente, e inocência é como virgindade. Ninguem pode ser virgem outra vez...
Sou o protagonista das minhas aventuras. Posso ser o antagonista das suas. Jamais sou figurante. Sou capaz de extremos atos de bondade, mas infelizmente sempre me destaco pela crueldade. Sou sempre mal compreendido e mal interpretado. Não reclamo, faz parte do jogo. Tudo é apenas um jogo e o quanto mais cedo você se der conta disso, melhor será. Portanto eu guardo meus Ases.
Jamais revelo minhas reais intenções. Blefo, minto e omito. O fim sempre justifica os meios.
Permito-me ser enganado. Faço-me de tolo. Jamais freio ninguem. Deixo que prossigam com suas próprias partidas, mas no fim eu apenas sorrio. Tudo é entretenimento.
Sou generoso. Nunca me apeguei a coisas matérias. Mas sou egoísta com sentimentos, sensações e pessoas especiais( Muito poucas...). Porque eu não seria? Você não precisa de mais nada, não precisa de ninguem. Tenho e sou tudo do que você precisa.
Sou sensível. Não vou mentir quanto a isso. Acho que é um maldito defeito de fábrica. Histórias tristes trazem lágrimas aos meus olhos. Meus pêlos se arrepiam em momentos de clímax.
Posso ser carinhoso, romântico, gentil e delicado, durante o dia. E a noite sou vadio, devasso, pervertido e sádico. Ah, talvez insaciável... rs.
Sou aquele escritor que você gosta de ler. Aquele sujeito profundamente preocupado com questões ambientais, raciais, sócias, politicas, cientificas e humanas. Aquele que daria qualquer coisa por um mundo melhor. Mas também sou o mesmo que joga a lata de cerveja pela janela do carro, aquele que deseja que o mundo vá para o caralho, sai a noite, enche a cara de cachaça e fuma um maço de cigarros por dia. Sou aquele que troca pessoas por livros.
Já vi, fiz, consumi, usei de tudo. Já falei de amor sem de fato sentir. Já parti corações e já juntei os cacos do meu quando ele foi partido. Isto nunca mais voltará a acontecer.
Vou sempre ser o herói no meu ponto de vista, e vilão nos dos outros. Não me importo mais com isso. E, afinal de contas ser herói sempre é enfadonho... rs.
Tenho Deus e o Diabo dentro de mim, mas eles não disputam pela minha alma, revezam num acordo mútuo.
Ironia, sarcasmo, humor negro, tais “virtudes” estão para mim como o ar está para os seus pulmões.
Eu me defini? Eu me limitei? Eu me importo com o quê você pensa?
Talvez... talvez...
Apenas faça sua escolha.
Eu sou meu, e o prazer sempre será seu porque eu faço questão que seja.
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Um comentário:
De tudo isso eu ja sabia, Panzito!
Ainda sim é querido..
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